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segunda-feira, 22 de março de 2010

Neymar e Ganso: já deu!

Particularmente, vejo Neymar e Ganso como as maiores revelações em suas posições nos últimos anos. São jogadores realmente talentosos, cada um para sua posição: Ganso é técnico e tem uma visão de jogo fantástica, lembra o Riquelme. O Neymar é muito habilidoso e rápido.

Ambos estão em grande fase, melhor do que no ano passado. São jovens, então é de se esperar que oscilem, o que tem acontecido pouco para a idade deles.

Além disso, não dá para não esperar que eles se tornem grandes jogadores. É mais racional esperar que um jogador que se destaque ainda novo torne-se um nome de destaque do que um jogador que não se destaca.



Agora, isso é tudo que se tem para falar de Ganso e Neymar agora. Não há porque falar mais deles. Todo jogo do Santos fala-se a mesma ladainha e perde-se tempo da TV à toa. Todos já sabem disso, e qualquer um que falar isso está enganando na sua posição de comentarista na TV. Enganando por repetir a mesma coisa de novo, quando ele é pago para dizer coisas que o telespectador não sabe: afinal, ele é um especialista.

Não é uma crítica ao Santos, que vejo como o time mais bem montado no Brasil. Mas, ao invés de sabermos quais são os pontos fortes desse time, onde ele se diferencia, só ouvimos que Ganso e Neymar são diferenciados, que podiam ir para a Copa e bla-bla-bla.

Trabalho!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Robert

Seguindo meu último post, com um personagem que já havia sido mencionado.



Caio Ribeiro disse: "o Robert é importante para o Palmeiras, porque faz gols nos jogos decisivos". Então que o Robert só jogue nos jogos decisivos!

O Robert é um atacante mediano. Fez gols importantes no Palmeiras, mas perdeu gols ridículos e não tem a qualidade do Vagner Love, por exemplo.

Particularmente, como já disse, prefiro um jogador que faça mais gols do que um que só faça gols decisivos. Porque regularidade conta mais que estrela; quem é regular num bom nível é regular e pronto, e quem tem estrela precisa da benção no dia para aparecer.

Não dá para questionar os três gols feitos pelo Robert (o terceiro uma beleza, mesmo com a falha do goleiro), mas ele perdeu um gol feito, quando o jogo estava 3x2, a chance de matar a partida. O fato dele ter resolvido depois não significa que ele não perdeu uma oportunidade que um jogador na posição dele não poderia perder, mesmo tendo feito dos gols anteriormente, porque estes poderiam ter valido só um ponto.



Mas não há porque cornetá-lo (mais) em um dia de glória. Como os companheiros disseram: nada como um dia após ao outro, para mostrar que ele não é tão ruim como na partida contra o Sertãozinho, nem tão bom quanto na partida contra o Santos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Robinho

Se postei para o Roberto Carlos, posso postar para o Robinho.

A chance de sucesso do Robinho é muito grande. Ele é diferenciado, e não é seu fracasso na Europa que faz com que ele não seja mais diferenciado.

Sempre que um jogador volta, geralmente mais velho, nascem as dúvidas sobre seu futuro, já que tem jogador que joga bem, jogador que joga mal, e não há um padrão. Mas, ultimamente, tem aparecido um padrão: se o jogador é diferente, tecnicamente, ele se dá bem.

O que prova isso, mais ou menos, é que a maioria (não falo todos porque não sei se teria precisão na informação) dos jogadores de seleção brasileira que voltou teve sucesso: Ronaldo, Adriano, V. Love (agora bem no Flamengo), Gilberto, Fred, Júnior (quando voltou), Ricardo Oliveira... De cabeça lembro Edmílson e Roque Jr. como "fracassados".

O Robinho provavelmente entrará no grupo dos bem sucedidos. Falam que o nível aqui é baixo, e qualquer um se destaca: é sempre controverso, mas, se os jogadores se destacaram lá, não há porque imaginar que eles não se destaquem aqui - e não por que o nível é mais baixo, mas porque bons jogadores se destacariam em qualquer lugar.

Além disso, alguns jogadores funcionam de maneira diferente. Adriano (e Love) é um exemplo do estilo Romário de ser: o futebol dele melhora no momento em que ele tem suas regalias, pode ir para a festas e não se preocupa com horários de treino. Mais solto, ele joga melhor, não se sabe porque.

O Robinho não precisa tanto de festa, mas precisa de confete; ele precisa estar em um time que fale para ele, todos os dias, que ele é o destaque, o melhor do time, talvez do país, e daqui a pouco do mundo. Esse tipo de motivação "alternativa" o Robinho só encontraria aqui, e a apresentação já mostra isso:



Ele pode serguir os passos de Ronaldo e Adriano e dar um título para o Santos (o Fred chegou na final da Sulamericana). Mesmo se não conseguir, certamente jogará um futebol de alto nível, o que bancará sua volta para a Europa em boa posição.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Complô Evangélico"

Li algumas reportagens sobre a novela Roberto Brum e Luxemburgo, e percebi que é uma das histórias mais pitorescas dos últimos tempos.

Pelo que entendi, tudo começa quando o Luxemburgo esculacha o Brum no joo em que ele tomou o cartão amarelo e foi suspenso depois de ser substituído. Luxemburgo exagerou, mas foi para mostrar comando; é Maquiavel: se eles não te amam, que pelo menos te temam.

Oficialmente, esse foi o motivo para o Brum ser afastado do Santos; mas as especulações sobre o real motivo são vários.

O Roberto Brum foi o cara que organizou os encontros evangélicos no elenco do Santos, onde os mais religiosos s juntavam para leituras da Bíblia. Dizem que o pai-de-santo de Luxemburgo achou que isso era danoso à equipe, então o Luxemburgo afastou o Brum para acabar com o movimento.

Soma-se a isso a chegada do Emerson. Volante como o Brum, mas baladeiro e viciado em Winning Eleven. O grupo dos evangélicos não teria gostado disso, estaria boicotando o Emerson, plantando boatos de que ele estaria indo para a balada.

Para mim parece tudo exagerado. O Luxemburgo com esse pai-de-santo é demais, não tem nada que impedir o grupo evangélico de rezar. Do outro lado, não é nada correto plantar informações falsas sobre o Emerson, que não tem muito a ver com o problema do Brum com o Luxemburgo - como se o Emerson não fosse roubar a vaga do Brum de qualquer jeito, e como se o Emerson não fosse para a balada aqui no Brasil.



Luxemburgo tem aparecido demais na mídia, e não pelos resultados. Quem tem boca demais acaba virando Leão.

domingo, 19 de abril de 2009

Diego Souza

É indiscutível que o Diego Souza vive hoje sua melhor fase no Palmeiras. Mas a patacoada de ontem foi digna de um dos seus piores momentos no Palmeiras - mais especificamente, a final do Campeonato Paulista.



Eu estava no estádio quando o Palmeiras vencia por 5x0 e o Diego Souza foi expulso ao discutir com o banco de reservas da Ponte Preta. Ele claramente é um jogador que perde a cabeça quando o jogo é decisivo, e isso é prejudicial para ele.

Ontem ficou claro que o Domingos entrou para tirar ele do campo; todo mundo percebeu, menos ele, que poderia ter se beneficiado disso e cavado a expulsão do jogador do Santos, e não a dele.

Eu acho que ele já sabia que o Palmeiras não teria mais muitas chances no jogo, e decidiu pelo menos dar uma bicuda no cara.

terça-feira, 24 de março de 2009

Neymar e a mídia

Acho difícil saber se o Neymar é super-estimado ou não.

A princípio todo mundo falaria que ele é, porque todo mundo fala dele. Mas todo mundo que eu ouço falar dele fala a mesma coisa: "Ele ainda é jovem, pode ser um grande craque mas é preciso calma". Como se não fosse óbvia essa constatação.

A verdade é que sem publicidade ninguém conhece o produto; a mídia fala do Neymar toda hora, mesmo que seja para falar que é preciso ter calma com ele. Se é preciso ter calma, então fala-se uma vez e espera-se os anos ou os fatos para voltar a se falar dele. Mas não, a mídia faz um escarcéu sobre como é "preciso ter paciência", e aí expõe o jogador dezenas de vezes por um dia, sempre falando que ele é exposto demais.

Geralmente a mídia cria a maior parte das polêmicas que ela mesmo acha desnecessária. Lembro quando o Leandro disse que o Palmerias era 60% favorito, por jogar em casa contra o São Paulo, e aí foi uma bagunça, toda mídia falando que o Palmeiras isso, que o São Paulo aquilo, quando na verdade a frase dele foi inofensiva; sem falar que ele pode achar o que quiser.

A mídia é bem imparcial, mas não atua como um corpo só, mas sim com as ramificações, que é cada jornalista/comentarista/narrador separado. Por isso que eles fazem e acham que não fazem, porque não há um compromisso de classe, e (talvez) eles não se dêem conta que a ação individual, com a influência da mídia de massa nos receptores, faz com que, mesmo que a mensagem seja para se ter calma com o Neymar, a repetição dessa mensagem saturadamente por diversos momentos faça com que o Neymar seja super-exposto. Se estivessem falando mal do Neymar, a carreira dele já havia acabado.



A mídia cria a crise, a mídia tira da crise. A sorte é que eles não atuam centralizados, geralmente estão dispersos e têm opiniões conflitantes, porque senão ditariam a maioria dos fatos do mundo do futebol, só com repercussão e interpretação dos fatos anteriores.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Souza

Quando o Souza foi para o Corinthians, poderia ter ido para o Santos, mas não quis. Talvez por motivos monetários (ou quaisquer outros), mas não o fez.

De fato, o Santos procurava outro atacante, e ele pode ter pensado que ele não faria dupla com Kléber Pereira, já que tem a mesma característica.

O caso é que ele fechou com o Corinthians, que já tinha Ronaldo. E hoje paga pela escolha.

Paga porque o Santos contratou o Roni, que é do nível dele, e o cara é titular; ele seria o titular.

E paga porque o Mano Menezes já falou que o Ronaldo joga 45 minutos amanhã, e todo mundo sabe quem sai. E quando o Ronaldo sentou no banco, o Souza já sabia que era ele a sair. E contra o Palmeiras, mesmo que tenha entrado o Dentinho, o Souza sabia que o Ronaldo vinha depois, para a posição dele.

Lembra-me o Juninho Pernambucano, que, na época titualr da seleção, questionou a imprensa no dia da estreia de Robinho com a canarinho: "Se eu jogar mal entra o Robinho, e se eu jogar bem?"