segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Seleção Brasileira

Na comunidade do orkut que participo, começou um "jogo" em que cada um coloca a sua seleção e é sabatinado pelos outros, sobre suas preferências e "planos".

O jogo começou comigo, e esse é o link para ler a minha seleção.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ronaldinho: Ronaldo ou Romário?

Depois da convocação, e a ausência do Ronaldinho, sempre que ele pegar na bola e jogar bem, vão questionar se ele deveria estar na próxima Copa. Ontem ele jogou bem, mesmo com a derrota do Milan, mantendo nesta temporada uma média de apresentações que justificaria uma convocação.

Para mim, ele está numa posição parecida com a de dois jogadores na Copa de 2002: Ronaldo e Romário.

Em 2002, a mídia pedia Romário na seleção brasileira, e o Felipão bateu o pé, e não o levou. Para o técnico, seu ataque era Rivaldo e Ronaldo, este último que voltava de lesão, e quase não jogaria antes da Copa do Mundo. Não jogou os últimos jogos das Eliminatórias, por exemplo.

Comparo com 2002 pois a seleção vinha do fracasso de 98, depois do título de 94. Neste ano, iremos para África do Sul para depois do fracasso de 2006 e o sucesso de 2002.

O Dunga tem motivos para não convocar Ronaldinho: seus critérios, o grupo e a participação ruim do Ronaldinho em 2006. Tem motivos para convocá-lo, seja tecnicamente (hoje está melhor que Robinho e Nilmar para jogar na ponta-esquerda), seja taticamente (o Ronaldinho pode jogar no lugar do Robinho, do Kaká, ou mesmo do lado direito, para um time mais ofensivo), sem falar que o Ronaldinho tem nome para amedrontar o defensor adversário.

Para mim, o Dunga deveria levar o Ronaldinho, tratá-lo como o Ronaldo em 2002, pelos motivos que apresentei, e um outro motivo, ainda histórico: a seleção campeã em 94 tinha jogadores criticados em 90, em quem o Parreira acreditou e que deram resultado. Em 2002, Felipão usou vários jogadores fracassados da Copa de 98, e também deu certo. Levar o Ronaldinho, extremamente criticado em 2006, pode ser uma motivação a mais para o jogador, que pode dar certo como nas últimas duas conquistas.



Para mim, ainda é incerta qual será a posição do Dunga. Mesmo ele acenando em deixar o Ronaldinho de fora, ele pode jogar bola o bastante para convocar-se. E, se você julgar a decisão de levá-lo pelo resultado do Brasil na Copa, só o final do torneiro dará o julgamento. Utilizando outros critérios, acho que os motivos favoráveis são maiores que os desfavoráveis.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dunga e seus critérios

Saiu a última lista de convocados antes da lista final para a Copa de 2010. Como era de se esperar, Dunga só trouxe uma novidade: na lateral esquerda, que não tem dono, chamou Gilberto, agora meia no Cruzeiro.

O Dunga convoca pelos seus critérios. Quem joga bem pela seleção volta, mesmo se estiver mal no clube. O Gilberto foi o primeiro lateral esquerdo testado pelo Dunga, saiu de lista, mas voltou agora, pela armação que tem feito no Cruzeiro. O Dungatm seus critérios.

E, como o próprio Dunga disse: "vocês tem que se decidir. Vocês criticaram o que eu faço agora, e querem que eu faça o que foi feito em 2006, que vocês também criticaram".

Estava procurando algumas coisas da Copa passada, e vi, numa página especial da UOL:

Nas demais vagas, Parreira manteve a base que o acompanha desde 2003, quando retornou à CBF. “A lista se baseia em observaçõs e análises que foram feitas durante três anos e meio. É coerente”, disse. “Definir a relação foi uma imensa responsabilidade, e infelizmente grandes jogadores ficaram de fora”, completou.

A mesma coisa que o Dunga fala hoje, e eu aposto que vai ser a mesma coisa que ele falará quando acabar de apresentar os 23 convocados para a Copa. Dunga é igual a Parreira.

Isso deixa claro uma coisa: não se monta grupo comprometido só chamando os mesmos jogadores durante 3 anos. O Parreira fez isso, e aparentemente não deu certo.

Por outro lado, o modelo de grupo que buscam é o do Felipão, que assumiu a seleção um ano antes da Copa. E aí não tem trabalho de criar grupo por três anos, tem trabalho de focar o grupo durante a preparação.

A preparação para 2006 foi uma festa, porque a CBF vendeu tudo, como vem comercializando a seleção há um bom tempo. Essa de jogar a responsabilidade para os jogadores é balela. Não defendo o descomprometimento do Ronaldo em chegar gorodo à Copa, mas dentro de campo, ele não se escondeu. Hoje é o exemplo de descomprometimento que não encaixa com a realidade. Então ser comprometido é chegar magro e não tomar resposabilidade no jogo?

Se dessa vez a CBF fizera preparação direito, é possível que a seleção vá bem na Copa. Parece que dessa vez ela percebeu que a seleção vai vender mais se investir em ir bem na Copa. Perde-se um punhado de dinheiro agora para ganhar mais depois.



No aspécto técnico, acho que o Dunga vai preparar o time mais ou menos como o Parreira fez em 2006. Todo mundo já sabe o esquema, já sabe o time titular para estreia. Motivacionalmente, não vejo Dunga e Parreira muito diferentes, e não chegam perto do Felipão. A única diferença entre Dunga e Parreira é que os 23 do Dunga são piores que os 23 do Parreira. Como um amigo disse: "O Dunga falou que ia acabar com as cadeiras cativas, mas a única coisa que fez foi tirá-las dos craques e dá-las aos cabeças de bagre".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Robinho

Se postei para o Roberto Carlos, posso postar para o Robinho.

A chance de sucesso do Robinho é muito grande. Ele é diferenciado, e não é seu fracasso na Europa que faz com que ele não seja mais diferenciado.

Sempre que um jogador volta, geralmente mais velho, nascem as dúvidas sobre seu futuro, já que tem jogador que joga bem, jogador que joga mal, e não há um padrão. Mas, ultimamente, tem aparecido um padrão: se o jogador é diferente, tecnicamente, ele se dá bem.

O que prova isso, mais ou menos, é que a maioria (não falo todos porque não sei se teria precisão na informação) dos jogadores de seleção brasileira que voltou teve sucesso: Ronaldo, Adriano, V. Love (agora bem no Flamengo), Gilberto, Fred, Júnior (quando voltou), Ricardo Oliveira... De cabeça lembro Edmílson e Roque Jr. como "fracassados".

O Robinho provavelmente entrará no grupo dos bem sucedidos. Falam que o nível aqui é baixo, e qualquer um se destaca: é sempre controverso, mas, se os jogadores se destacaram lá, não há porque imaginar que eles não se destaquem aqui - e não por que o nível é mais baixo, mas porque bons jogadores se destacariam em qualquer lugar.

Além disso, alguns jogadores funcionam de maneira diferente. Adriano (e Love) é um exemplo do estilo Romário de ser: o futebol dele melhora no momento em que ele tem suas regalias, pode ir para a festas e não se preocupa com horários de treino. Mais solto, ele joga melhor, não se sabe porque.

O Robinho não precisa tanto de festa, mas precisa de confete; ele precisa estar em um time que fale para ele, todos os dias, que ele é o destaque, o melhor do time, talvez do país, e daqui a pouco do mundo. Esse tipo de motivação "alternativa" o Robinho só encontraria aqui, e a apresentação já mostra isso:



Ele pode serguir os passos de Ronaldo e Adriano e dar um título para o Santos (o Fred chegou na final da Sulamericana). Mesmo se não conseguir, certamente jogará um futebol de alto nível, o que bancará sua volta para a Europa em boa posição.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Elenco recheados

Hoje, o hype no Brasil é o elenco. Para ganhar campeonatos, você precisa de elenco, porque jogadores machucam, e o time não pode perder muita produtividade.

Eu chamo essa idéa de hype porque todo mundo fala, mas ninguém pensa sobre o assunto.

Quais times, no mundo, têm elencos em que reservas e titulares são pau-a-pau? Nenhum. Talvez o Chelsea, que mesmo sem um primeiro volante tem o Deco, o Joe Cole e o Alex no banco. Nem o Barcelona tem um elenco recheado, mesmo com um time titular fantástico.

Caracterizo como grande elenco aquele que, com a perde de mais de 3 jogadores, consegue manter a produtividade. Porque, mesmo que um jogador faça falta, os outros 10 dão conta. Por isso, não adianta falar: "se o Yaya Touré machuca no Barcelona, pode entrar o Keita", ou "se o Raul machuca no Real Madrid pode entrar o Benzema".

A questão tem que ser: "se Xavi, Iniesta e Messi machucarem, quem entra?". Tá certo que você pode argumentar que eu peguei os três mais importantes, mas foi de propósito. Mas antes, o que importa é mostrar que, nenhum time no mundo pode manter regularidade com muitas baixas, porque:

1- invariavelmente titulares são melhores, por isso são titulares;
2- quem entra pode não ter ritmo de jogo, e dificilmente tem entrosamento.

Acredito que não há como montar um elenco com jogadores com qualidades parecidas. Além disso acredito que um elenco cheio não faz com que o time mantenha produtividade, ainda mais perdendo seus jogadores principais.

Não há uma relação tão forte entre elenco e dependência dos melhores jogadores quanto imaginam. Todos os times têm jogadores que se destacam, e ser dependente desses jogadores não significa que você terá uma peça para o lugar deles quando eles não jogam (o que não existe), mas que o time nunca joga na dependência dos lances deles. A questão é técnica, do trabalho do técnico, e não administrativa, do trabalho da diretoria. O Barcelona não jogará a mesma coisa sem Messi, Iniesta e Xavi, e a diferença de jogar com eles e sem eles vai ser menor o quanto melhor for o trabalho do Guardiola.

Outro ponto interessante é que, como encher o elenco é hype, ninguém se faz a velha pergunta: "vale mais quantitade ou qualidade?". De fato, times como o São Paulo tem contratado muito, e jogadores bons. A questão é que, quase nenhum deles, até agora, é melhor do que os jogadores titulares do ano passado. Monta-se o elenco para o momento adverso, e não para o bom momento.

Certamente o São Paulo estará pronto para o momento que seus jogadores titulares machucare. Mas, se nenhum machucar, não há ninguém de novo que melhore o time. Você pode falar do Marcelinho, mas um meia-de-ligação foi realmente o problema? O J. Wagner estava jogando bem na meia, não acho que o Paraíba como armador vá melhorar tanto o São Paulo. O Rodrigo Souto, por exemplo, é uma contratação mais importante, pois o time precisava de um primeiro-volante.

Elencos recheados trazem dois problemas: egos e salários. Comentaristas adoram dizer que não saber quem colocar para jogar é uma "dúvida positiva" para o técnico. Só na hora de montar o time, porque na hora de motivar quem não joga é bem mais difícil. Jogadores medianos aceitam a reserva, bons jogadores não têm tempo a perder para serem jogadores de elenco. Além disso, bons jogadores recebem bem demais para não serem utilizados.

Não acho que ter um bom elenco seja ruim, mas não é tudo. O que importa no futebol, é o futebol, que é a junção de bons jogadores, bem treinados, bem escalados e bem instruídos taticamente. Qualquer fator fora disso pode ser decisivo em momentos ímpares e imprevisíveis. Todo investimento ajuda, mas o mais importante é o investimento no futebol.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Por que reclamar do juiz?

Ontem o Palmeiras empatou com o Barueri, tomando um gol ilegal. Mais uma vez o presidente do time veio à mídia para reclamar do juiz.

Realmente adianta alguma coisa reclamar do juiz? Quer dizer, não é que só o Belluzzo viu o erro e está apontando ele para que todos vejam. Todo mundo viu, e quem tem que tomar as providências é a Comissão de Arbitragem.

Além disso, reclamar não faz com que se erre menos contra o Palmeiras (ou contra qualquer time). Ano passado o Palmeiras foi prejudicado contra o Fluminense, e beneficiado contra o Sport, em lances com erros terríveis de arbitragem, e ontem foi prejudicado de novo. E vai ser beneficiado de novo, e prejudicado de novo, reclame quem for.

É de se imaginar que quem vive de futebol sabe mais do que ninguém que erro de arbitragem é do jogo, e consiga relevar o fato.


Não sei se existe uma jogada política por trás das reclamações; se "time que reclama menos erram mais", ou algo do tipo. Sei que alguns times conseguem afastar juizes de seus jogos, o que para mim sempre foi frescura, e não acho que tenha a ver com reclamação, e sim com trâmites nos bastidores.

Talvez, também, seja uma manobra para tirar o foco do mau resultado e da má performance do time, o que também não funciona. Teremos que continuar a aguentar as lamúrias.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Deyvid Sacconi

Quando postei extensivamente sobre o fracasso do Palmeiras no ano passado, deixei claro que, para mim, a saída para o momento era jogar no 4-2-2-2, com o Deyvid Sacconi no meio de campo.

Começou a temporada, e o Palmeiras vem treinando com o Diego Souza mais avançado, seja como segundo-atacante, seja como um meia-atacante centralizado.

No jogo de ontem, o Palmeiras entrou num 4-2-3-1:

Marcos;
Figueroa, Danilo, Léo e Armero;
Pierre e Márcio Araújo;
William, Diego Souza e Cleiton Xavier;
Robert.

E aí o Deyvid Sacconi foi para o banco de reservas, dando lugar para o William. Está claro, como o Muricy disse quando assumiu o Palmeiras, que ele pretende montar o time assim: com um meia centralizado, dois meias pelos lados do campo e um homem de referência. Sendo assim, ele quer um homem de velocidade pelo lado do campo.

Particularmente, vejo um problema neste caso, já que o Cleiton Xavier, do outro lado do campo, não é velocista.

O Palmeiras virou o primeiro tempo com 2x0 no placar, mas abusava das bolas altas. No segundo tempo, saiu William e voltou Deyvid Sacconi. E o Palmeiras começou a jogar melhor, e fez um belo segundo tempo (alguém lembra a última vez que um time do Muricy fez 5 gols?).

O Palmeiras que um meia para atuar ao lado de Cleiton Xavier. Tentou Conca, Mcnelly Torres, Douglas, mas a solução pode estar no elenco. Deyvid Sacconi não é um craque, não é unanimidade, mas ele tem uma característica importantíssima para o time do Palmeiras: ele faz o time jogar com bola no chão. Sem ele, mesmo com 3 meias, o time abusa das bolas altas; com ele, o time joga por baixo, porque ele ajuda o Cleiton Xavier como opção para a bola rodar pelo chão, num 4-2-2-2 que, para mim, é melhor, com Diego Souza livre para jogar como segundo atacante por todo o campo, com Deyvid e Cleiton Xavier na armação:

Marcos;
Figueroa, Danilo, Léo e Armero;
Pierre e Márcio Araújo;
Deyvid Sacconi e Cleiton Xavier;
Diego Souza e Robert.

Por outro lado, talvez ele não tenha a qualidade para formar o meio-de-campo que o Palmeiras quer. Se ele não provou ser um meia como Diego Douza e Cleiton Xavier, ele tem jogado bem quando entra, e, o principal: o time joga melhor com ele em campo.



Não há nada de errado no fato do Palmeiras buscar um meia para fechar o meio-de-campo do time. Pelo contrário: um bom meia pode suprir a ausência de um atacante de peso no elenco. Mas, para o time do Palmeiras, não adianta um armador que não faça o time jogar com a bola no chão; se não for assim, que jogue o Deyvid.